O Pardal.
Quero contar um fato interessante que acabou de acontecer comigo. É uma dessas situações que não se acontecesse sempre. Existe uma possibilidade imensa de um ser humano morrer antes que aconteça a ele o que aconteceu comigo.
Como usual, fui tomar meu café na padaria aqui de perto. Pedi à garçonete um pão na chapa - já que estou tendo problemas de gastrite e não posso mais comer meu pão com ovo, presunto e queijo pingando gordura gostosa - e um suco de manga.
Sentei-me na varanda da padaria esperando o meu lanche ficar pronto. A chuva caía rala e os pássaros ainda não tinham se recolhido, eram 17:30 no horario maldito de verão. Assim que meu pedido chegou, um pardal que voava... e bailava... e cantava... e encantava... e pousava em todos os fios dos postes começou a me encarar. Ele virava a cabeça de um lado para o outro, como se quisesse saber e entender o que eu estava fazendo de tão interessante. Então, decidido em conquistar seus desejos, veio voando em minha direção até pousar no meio de minha mesa, perto do prato com o pão. A princípio me assustei e me movimentei barulhenta na cadeira, ele recuou alguns passos até a beira da mesa. Eu percebia agora que ele estava prestes a se assustar também e bater suas asas barulhentas para longe de mim. Sem demora, então, eu entendi.
Parti um pedacinho de pão para ele, sem movimentos bruscos, é claro, a fim de não fazer com que ele voasse faminto e cheio de desejo sem mais voltar. Coloquei lentamente o pequeno pedaço de pão em cima da mesa e joguei um beijo baixo para ele. O pardal, como era de NÃO se esperar, deu três minúsculos saltinhos até o pão, agarrou-o com o bico e, aí sim, voou satisfeito sem mais voltar.
Eu sorri.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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2 comentários:
nhaa q lindo!!!!! ^^
animais são fodas =P
gosto de coisas simples e intensas assim e gosto de ver o brilho no seu olhar quando isso acontece.
te amo
p.s, hj vimos um outro pardalzinho!
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