São meio dia e vinte e nove minutos, a vida acabou de recomeçar.
...
Vou juntar algumas coisas importantes e colocar na sacola.
Coisas sem importância, deixarei todas para trás.
Umas vou jogar no lixo e outras simplesmente deixarei pelo chão para quem quiser reaproveitar - existe sempre alguém que está pior que a gente.
As cicatrizes irão comigo para eu não me esquecer que, mesmo com tanta porrada, tantos erros, enganos e sangue, eu sobrevivi e estou de pé.
Quem me ousar olhar nos olhos irá se lembrar disso também.
...
Agora vou me sentar de frente pro vento, lembrar do cheiro de tudo que vale a pena lembrar, guardá-los na memória e esquecer de todos os que valem a pena esquecer.
Vou me perdoar e confiar em mim pela última vez,
mesmo sabendo que não será a última vez que vou fazer isso.
Percebi que é burrice não perdoar a si mesmo; mais burrice ainda é não perdoar quem te magoa. O perdão é essencial para sua própria paz.
...
A felicidade que me aguarda é duas vezes maior ao tempo de vida que me resta.
Não vai ser fácil, nada é fácil. Mas vou agarrar tudo o que é meu com os dentes.
E ninguém mais vai me tirar.
E eu não vou mais me permitir perder tudo.
...
“Quando chove gelo, a gente sai com a língua pra fora.”
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
"me diz onde há certeza nessas mãos"
É...
É engraçado se dar conta que a vida é tão frágil,
que a sanidade e a insanidade são divididas por uma fina película de seda
e que as coisas podem mudar tão rápido quanto a velocidade de pensamento.
Eu não quero morrer... Não mais.
E tão pouco ficar louca ou debilóide.
É esquisito, é estranho e é sensível demais.
A gente tem que dar muito valor às coisas que temos,
e aprender a lidar com o que temos é a essencialmente a vida.
Deve haver um outro sentido na gente que ninguém percebe.
É muito descaso, é muita distração, é muita confusão pra perceber qualquer coisa.
...
Ontem meus amigos estiveram aqui comigo.
Hoje eles estarão novamente.
E, mais tarde, meu amor vai estar ao me lado em mais um sofrimento.
Todos verão o cérebro mais limpo e saudável.
....
Um leve aroma de feijão não me escapou hoje ao entrar em casa.
Será apenas um lapso ou a reconquista do que me foi tirado de minhas mãos?
Não sei, vamos ver. Mas não estou mais tão pessimista.
E também continuo indiferente a qualquer esperança.
...
"...Paixão, devora esse silêncio e me diz onde há certeza nessas mãos.
Eu juro, tentei não ter medo e tento encontrar a direção me proteja do relento"
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É engraçado se dar conta que a vida é tão frágil,
que a sanidade e a insanidade são divididas por uma fina película de seda
e que as coisas podem mudar tão rápido quanto a velocidade de pensamento.
Eu não quero morrer... Não mais.
E tão pouco ficar louca ou debilóide.
É esquisito, é estranho e é sensível demais.
A gente tem que dar muito valor às coisas que temos,
e aprender a lidar com o que temos é a essencialmente a vida.
Deve haver um outro sentido na gente que ninguém percebe.
É muito descaso, é muita distração, é muita confusão pra perceber qualquer coisa.
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Ontem meus amigos estiveram aqui comigo.
Hoje eles estarão novamente.
E, mais tarde, meu amor vai estar ao me lado em mais um sofrimento.
Todos verão o cérebro mais limpo e saudável.
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Um leve aroma de feijão não me escapou hoje ao entrar em casa.
Será apenas um lapso ou a reconquista do que me foi tirado de minhas mãos?
Não sei, vamos ver. Mas não estou mais tão pessimista.
E também continuo indiferente a qualquer esperança.
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"...Paixão, devora esse silêncio e me diz onde há certeza nessas mãos.
Eu juro, tentei não ter medo e tento encontrar a direção me proteja do relento"
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Hoje está fazendo 14 meses que eu e meu amor estamos morando juntas. ;)
E sim, eu estou MUITO feliz com isso.Eu não canso de agradecer. Obrigada, meu amor, por conseguir me aturar todo esse tempo. Sei que sou uma pessoa dificílima de se conviver, mas estarei sempre tentando melhorar isso pra aumentar nossa felicidade a cada dia. Mas vai, você também é um pedregulho, né? Hahahaha!
Tô brincando, Bb. Amo você demais! E demais nunca é demais quando se trata do meu amor por você. Meu sentimento está sempre crescendo e assim será até morrermos.
(L)
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A Língua dos Cachorros
Eu falo a língua dos cachorros e eles nunca contam pra ninguém. Eu posso gritar, bater, ladrar, machucar alguém e, mesmo assim, eles não contam pra ninguém. Eles saem pra passear; na vida constantemente tudo anda muito mal. Eles comem qualquer coisa que puderem encontrar e muitos dormem embaixo de um pedaço de jornal. A rua lá fora anda fazendo muito frio e eles imaginam o quanto aí dentro da sua casa deve ser bem mais legal. Eles queriam ter um braço como o seu, só queriam ter a chance de ir pro céu, andar de carro toda hora que quiser, fazer amigos e conhecer Papai Noel. Todo cachorro é dono de tanto segredo, e apenas queriam ter os olhos como os seus. Eles são cachorros e a tanto homem metem medo. Você deveria ser tão dócil quanto eles.
Eu me permiti ousar a colocar uma das músicas mais lindas e sensíveis que eu conheço em prosa. Tomei o maior cuidado do mundo para não modificar nem um pouco o significado da música e usei o menor número de palavras possíveis que não fazem parte da letra.
O homem que escreveu essa música morreu em um acidente de carro quando estava voltando de um de seus shows. Eu nem sequer o conheci e sinto falta de tudo que ele poderia ainda estar escrevendo.
Para quem quiser uma dica de música, O nome da banda é Extromodos e a música chama-se A Língua dos Cachorros.
sábado, 16 de agosto de 2008
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Eu não tenho cheiro de nada e na valho mais nem um centavo. Não adianta me abraçar ou querer ficar perto de mim. Ninguém vai me trazer de volta o que foi tão meu durante vinte e cindo anos e que me foi tirado e destruído diante dos meus olhos. Rejeito todas as palavras ilusórias que vocês têm a me dizer. Eu não quero mais ouvir que vai passar e que tudo vai ficar bem. Só metade de mim vaga mundo afora agora e não quero mais ser reconhecida pelo o que todos ainda lembram. Chega de me perguntar se eu melhorei, chega de tentar me convencer que não é o fim do mundo quando sei que é a entrada para o inferno. Não quero monges enfiando suas meditações pelo cu e nem bíblias cheias de ácaros. Não vou mais ser boa, não vou mais ser babaca, não vou mais ajudas os animais, pouco me importa o que fazem com o planeta. Os canibais me devorariam viva e o leão não faria diferente. Tudo o que é maldade merece ser assim e eu não vou mais pagar por nada disso sem ter culpa. Que se fodam os bisnetos das rainhas da Inglaterra. Ninguém vai me trazer de volta o que foi tão meu por vinte e cinco anos! Quero a sinceridade cruel dos médicos e a frieza das palavras dos mais sensatos. E sim, é mesmo só o inferno e mais nada. Como eu já disse, apenas os prudentes e discretos sorrirão.
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Eu não tenho cheiro de nada e na valho mais nem um centavo. Não adianta me abraçar ou querer ficar perto de mim. Ninguém vai me trazer de volta o que foi tão meu durante vinte e cindo anos e que me foi tirado e destruído diante dos meus olhos. Rejeito todas as palavras ilusórias que vocês têm a me dizer. Eu não quero mais ouvir que vai passar e que tudo vai ficar bem. Só metade de mim vaga mundo afora agora e não quero mais ser reconhecida pelo o que todos ainda lembram. Chega de me perguntar se eu melhorei, chega de tentar me convencer que não é o fim do mundo quando sei que é a entrada para o inferno. Não quero monges enfiando suas meditações pelo cu e nem bíblias cheias de ácaros. Não vou mais ser boa, não vou mais ser babaca, não vou mais ajudas os animais, pouco me importa o que fazem com o planeta. Os canibais me devorariam viva e o leão não faria diferente. Tudo o que é maldade merece ser assim e eu não vou mais pagar por nada disso sem ter culpa. Que se fodam os bisnetos das rainhas da Inglaterra. Ninguém vai me trazer de volta o que foi tão meu por vinte e cinco anos! Quero a sinceridade cruel dos médicos e a frieza das palavras dos mais sensatos. E sim, é mesmo só o inferno e mais nada. Como eu já disse, apenas os prudentes e discretos sorrirão.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Leiam.
Leiam "As Horas", de Michael Cunningham; "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen; "Fausto", de Goethe; "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde e "A Metamorfose", de Fraz Kafka.
O começo de uma leitura é o começo de uma maldição da qual você só se livra depois de virar a última página de sua vida. É aprisionar-se a um mundo infinito de sabedoria e sofrimento. Iniciamos imensos e superiores ao nosso mundo, e no fim nos tormamos pequenos ao mundo real no qual não se vive de nenhuma realidade desconhecida.
O começo de uma leitura é o começo de uma maldição da qual você só se livra depois de virar a última página de sua vida. É aprisionar-se a um mundo infinito de sabedoria e sofrimento. Iniciamos imensos e superiores ao nosso mundo, e no fim nos tormamos pequenos ao mundo real no qual não se vive de nenhuma realidade desconhecida.
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