sexta-feira, 19 de setembro de 2008

I can't help when my HAPPY looks INSANE!

Post parecido com o do fotolog, só para enfatizar.
Lamento, mas não posso fazer nada se minha cara de felicidade parece insana! Tem tanta gente burra no mundo, não é? Lamento.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A marca de uma lágrima seca em sua folha de caderno.

A lágrima seca.

Eu tenho pensado bastante que estou morrendo, que estou doente e toda essa bosta inteira de pessimismo. Meus exames têm tido resultados ruins, todos eles. TC, RM, Sangue, o único que aparentemente passou no teste foi o de urina. Sabe quando dá uma vontade imensa de sair correndo de todos esses valores éticos – que não valem de porra nenhuma - dessa merda de sociedade precária e composta de imbecis?

Ora, se estou morrendo cedo ou não eu não sei. Mas o que eu quero é sentir os prazeres da vida enquanto ainda estiver aqui. Sem essa lorota toda de fazer as coisas “certinhas” ou de seguir valores pessoais antigos. Detesto olhar pro lado e ver a porra do mundo estagnado em torno de uma opinião que se fez ou algo que se escolheu há algum tempo atrás. Tem gente que só muda depois de três anos e isso me enoja. Pra falar a verdade, às vezes me enojo com uma semana apenas. Porque eu também prefiro ser e ver essa metamorfose ambulante, Raul, que nós somos e que todo mundo deveria ser. Se o cara escolheu ter um Cadilac ano passado e ainda está com ele hoje, só vejo estagnação. E é assim para as outras escolhas também, até as mais banais. Eu não quero usar azul todos os dias. Eu quero é sair e beber aquelas cervejas, pão com ovo já deu o que tinha que dar. Quero comer picanha até eu vomitar tudo na privada da churrascaria e voltar para comer mais, e amanhã comer aquele delicioso arroz com verniz. Essas camisas do flamengo não vestem mais bem em ninguém. Mas ninguém nota ou não quer notar por causa de uma honra pessoal babaca que vai levar pro túmulo. Só lamento. Eu visto qualquer camisa e beijo qualquer bandeira que me estiver sendo mais valiosa no momento. E a validade original do momento é plena e absoluta por pouco tempo. Ninguém deveria ser guitarrista por muito tempo, isso é a decadência do ser.

Cansei. Hoje em dia ninguém entende mais metáfora nenhuma e mais nenhuma crítica ou protesto. Estou gastando minha energia para no final só meia dúzia de pessoas entenderem o que quero dizer. E se eu fosse clara o suficiente, levaria sermão ou me jogariam na fogueira. Se até hoje as pessoas pensam que a música “Cálice”, de Gilberto e Chico, fala sobre alcolismo, nada mais quero dizer.
É triste.
Não me canso de repetir que apenas os prudentes e discretos sorrirão.



“Como não alimentar o ódio em meu olhar
Se a dor da traição aumenta cada vez
Que me lembro de teu discurso febril
Escondendo a foice em teus olhos”

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quem é que vai sofrer as consequências, afinal?

Descobri que fui enganada.

Até meus quinze anos sempre me disseram, desde que eu passei a compreender a linguagem, que minha família era tudo que eu teria de certo até o final de minha vida e que só ela iria se preocupar e cuidar de mim nas minhas piores fases. Só esqueceram de me comunicar que era tudo mentira, que era tudo uma farsa e que me fizeram isso para me prender a uma vida cheia de dissabores malditos.

Vamos analisar comigo, meus pouquíssimos e preciosos leitores.

Quando comecei a ter minhas dores de crescimento mais fortes e torturantes quem foi que cuidou de mim ou se preocupou? Pelo o que eu me lembro – e vale informar que para sofrimento, infelizmente, eu tenho uma memória muito boa – meu amigo Betinho teve que se desdobrar para conseguir me ajudar. Só ele e mais ninguém, diga-se de passagem. E algumas pessoas da minha família ainda têm a ousadia de dizer que ele não presta.

Passou o tempo.

Quando tive minha primeira depressão e meu primeiro ato de coragem sobre humana (para bom entendedor, meia palavra basta), quem me protegeu e se importou? Única e simplesmente uma senhora de mãos dadas com uma criança que eu nem mesmo sei o nome - mas que cuja fisionomia lembrarei para o resto de minha vida - foi a única pessoa que me enxergou e me estendeu os braços.

Passou o tempo.

Daí veio a depressão outra vez (para quem é mal informado, a segunda, a terceira, a quarta ou a quinta sempre vêm mais forte que a anterior) e quem foi que me cuidou? Pouquíssimos amigos. Dando um crédito especialíssimo para Janaína e Vinícius que me acolheram dentro de suas casas. Ah! Sem contar que eu estava REALMENTE sem casa. Por quê? Porque a pressão era demais para uma mãe e ela não foi capaz de fazer nada a não ser CORRER COVARDEMENTE do problema. E meu pai poderia até mudar o nome em cartório para “Sr. Descaso” sem qualquer argumento.

Passou o tempo.

No início de agosto desse ano sofri um TCE (Traumatismo Craniano Encefálico) e tive perda total do olfato e parcial do paladar. Agora, me digam vocês, quem se preocupou? Agora, me digam vocês, quem é que me pergunta se eu estou bem ou se eu melhorei?
Depois do acidente, já cruzei várias vezes com membros de minha família e sobre o que é a conversa deles? Sobre eles mesmos, é claro. É OBVIO!

Para a coisa não ficar injusta, na verdade, a única pessoa com o meu sobrenome que se importou foi minha tia. Uma mulher que toda a família condena e joga na fogueira.
Se ela mereceu ir para a fogueira realmente não sei, eu era muito criança na época dos “pecados” dela. Mas uma coisa é certa: ela já aprendeu. E ponto final.

Na guerra da vida, o mais covarde é aquele que ignora o sangue e as lágrimas do seu próprio exército para negociar a paz.

Quem é que vai sofrer as consequências, afinal?

sábado, 6 de setembro de 2008

No telefone, disseram pra mim:

- Caju, você não sabe o que você quer fazer da vida!
- Eu sempre soube!
- Então por que não faz?
- Porque existem coisas que não têm como fazer. Algumas pessoas conseguem o que querem porque PODEM ou têm CONDIÇÕES de fazer o que querem. Outras, entretanto, simplesmente não têm a mesma sorte. Coisas da vida.
- O que você vai fazer, então?
- Não sei.
- Não sabe?
- Não. Eu não sei. Sugestão?
- Também não sei.


;(

E quem é que sabe de alguma coisa além daquilo de que se tem certeza?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Morri, fui pro inferno e não sei ainda.

Hoje me disseram que talvez eu tenha morrido, ido pro inferno e que ainda não sei. É, pode ser que seja verdade. Mas não é isso que me chateia, de modo algum.

Por que quando a desgraça é grande, ninguém acredita? Por que quando isso acontece tão próximo das pessoas, elas tentam camuflar tudo e dizer que não é nada demais e que vai passar?
É chato ouvir as pessoas ao meu redor agirem assim.

Eu acho que com tanta coisa ruim acontecendo, com tanta merda que já aconteceu na minha vida, Deus tem uma coisa muito boa guardada pra mim. E sim, me faz extremamente bem acreditar nisso.

E só.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Uma explicação apenas.

É...
Eu só queria saber porque tem que ser assim.