“Se dissesses que foi outra mentira
Qual as que, bem sei, contastes
Para me proteger
(...)
Mas agora eu sei
Me deixastes na trilha pra morrer
Levastes minhas asas
Para que eu não te alcançasse
Pra que nunca mais
Tivesses que olhar meus braços frágeis
Se abrirem ao te ver chegar
(...)
Por que não consigo esquecer?”
Por que não consigo esquecer?
Essa é a pergunta errada que sempre insisti em fazer, mas para cada pergunta existe uma resposta. E eu cansei de ouvir “eu não sei”. Então, dessa vez, eu mesma tratarei de me responder de uma maneira diferente: porque eu preciso disso para alguma coisa. “Como?” e “Pra quê?”, serão os próximos passos dessa aparente eternidade, que agora eu sei, é apenas uma nuvem que não está ali à toa.
“Pobre criança, te ajoelhes
E chores por crimes
Que nunca imaginou ter cometido.”
Se os cometi, nunca realmente imaginei. O que me corrói? Eu neguei por muito tempo até ser derrubada uma vez. Pensei ter errado em esconder de todos. Hoje em dia, porém, eu poderia ter feito a mesma coisa e não me arrependeria. Eu ficaria bem, mais cedo ou mais tarde, sem ouvir ofensas e desaforos.
“Me diz onde estava você quando olhei pra trás
E as nuvens de pragas devoravam a minha sombra?”
Mas adiantaria? Escondi das pessoas erradas desde o começo por desespero.
Eu tenho um sol que quer brilhar atrás das nuvens de pragas que me fazem fechar os olhos. O que mais me emociona é que eu sei disso tudo, e sei também que não estou sozinha. “Tantas vezes pensei andar em plumas, tropeçando sobre brasas e lanças”.
“Adeus!
Agora que sei que nas mais altas montanhas
O vento é bem mais forte
E tua sombra não mais queima
Quem ousa te olhar nos olhos
E ver que teus castelos são de areia”
E eu só quero conseguir dizer que “hoje eu sigo meus passos pra trás” e que “carrego teu sangue em minhas veias, mas minhas lágrimas marcam o caminho, enfim, à luz do dia.”
E o que é realmente meu, agarro forte e não solto nunca.
Paixão, obrigada.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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Um comentário:
tendi não, mas tô com vc! (y)
=D
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